Um ônibus clandestino que tombou na madrugada deste domingo (16), na Serra de Petrópolis, deixou 10 mortos e dezenas de feridos. O veículo havia saído da Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e tinha como destino Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
O acidente ocorreu por volta das 4h30, no km 91 da BR-040, durante a descida da serra. O coletivo tombou antes de chegar à capital fluminense. Entre as vítimas fatais estão nove mulheres, uma delas grávida, e uma criança do sexo feminino.
A viagem é investigada porque o ônibus seguia para Copacabana no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro (PL) iniciou sua campanha à Presidência da República, em uma mobilização realizada no bairro. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que os passageiros viajavam para participar do evento político.
Sobreviventes relataram que o grupo fazia uma excursão de bate e volta. Uma passageira informou que cada pessoa teria pago cerca de R$ 170 pelo deslocamento. Esses dados, no entanto, não comprovam a finalidade da viagem.
Também está confirmado que o veículo fazia transporte interestadual de passageiros sem autorização. As investigações devem apurar quem organizou a excursão, como os passageiros foram convocados, qual roteiro foi apresentado ao grupo e se havia algum vínculo com o ato realizado em Copacabana.
O motorista sobreviveu e deverá prestar depoimento. Passageiros que escaparam do acidente afirmaram que o ônibus trafegava em alta velocidade antes de tombar e que houve pedidos para que o condutor reduzisse.
O caso está sob responsabilidade da 105ª DP, em Petrópolis. A investigação deve esclarecer as causas do tombamento, as condições do veículo e eventuais responsabilidades pela viagem irregular. Até que haja confirmação documental, depoimentos oficiais ou manifestação dos organizadores, a possível ligação entre a excursão e o evento político permanece sem comprovação.
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