Polícia Civil investiga acidente com ônibus na BR-040 que deixou 10 mortos
A Polícia Civil do Rio de Janeiro apura as circunstâncias do tombamento de um ônibus na madrugada deste domingo (16), na BR-040, durante a descida da Serra de Petrópolis. O acidente deixou 10 pessoas mortas e dezenas de feridos. A investigação está sob responsabilidade da 105ª DP, em Petrópolis.
O motorista sobreviveu e deverá prestar esclarecimentos no inquérito. A apuração busca identificar se houve imprudência, negligência ou qualquer conduta que possa ter contribuído para o acidente.
Entre os pontos analisados está o relato de uma passageira que sobreviveu. Ela afirmou que o veículo seguia em alta velocidade desde o início da viagem. Segundo a sobrevivente, passageiros reclamaram durante uma parada em Juiz de Fora, em Minas Gerais, e pediram que o condutor reduzisse a velocidade.
Ainda conforme o relato, o motorista teria dito que pretendia chegar a Copacabana às 4h30. Na descida da Serra de Petrópolis, passageiros teriam começado a gritar quando o ônibus passou a balançar. Pouco depois, o veículo tombou no km 91 da BR-040.
O coletivo havia saído da Região Metropolitana de Belo Horizonte com destino ao Rio de Janeiro. A viagem era uma excursão de bate e volta para Copacabana.
A apuração também considera a classificação feita pela ANTT, que apontou a operação como transporte clandestino de passageiros. O ônibus não tinha autorização para realizar transporte interestadual naquele formato.
A 105ª DP deverá reunir depoimentos, laudos periciais e outros elementos para reconstruir os momentos que antecederam o tombamento. O motorista também deverá explicar as condições da viagem e o que ocorreu antes da perda de controle do veículo.
A perícia vai avaliar componentes mecânicos do ônibus, incluindo freios, pneus, equipamentos de segurança e demais itens que possam indicar eventual falha. A informação de que alguns cintos de segurança não funcionavam, relatada por uma sobrevivente, também deverá ser verificada.
As 10 vítimas fatais eram nove mulheres, uma delas grávida, e uma criança do sexo feminino. Ao todo, o ônibus transportava 56 pessoas, incluindo o motorista e dois ajudantes.
Equipes de emergência atenderam os feridos, que foram levados para hospitais de Petrópolis e Duque de Caxias. O motorista também ficou ferido e, segundo informações divulgadas pela empresa, sofreu fraturas nas pernas.
A Polícia Civil poderá avaliar medidas cautelares contra o condutor caso reúna indícios de responsabilidade criminal. Uma eventual prisão dependerá das circunstâncias jurídicas e, quando necessária, de decisão da Justiça.
Até o momento, o motorista não é tratado como culpado. Os relatos sobre alta velocidade fazem parte da investigação, mas ainda precisam ser confirmados por perícia e confrontados com outras provas.
A investigação deve apurar a velocidade do ônibus, as condições mecânicas, a regularidade da excursão e a responsabilidade dos envolvidos na organização e execução da viagem.
Acompanhe O Povo Lagos para mais notícias em tempo real.



