Um ônibus sem autorização para transporte interestadual tombou na BR-040, em Petrópolis, na madrugada deste domingo (16), deixando dez mortos. Entre as vítimas fatais estão nove mulheres adultas, uma delas grávida, e uma menina.
O acidente ocorreu por volta das 4h30, no km 91 da rodovia, durante a descida da Serra de Petrópolis, no sentido Rio de Janeiro. O veículo havia saído de Belo Horizonte, em Minas Gerais, com destino a Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense.
O ônibus era ligado à Estrela Guia Turismo. A Agência Nacional de Transportes Terrestres informou que o coletivo não tinha autorização para realizar viagens interestaduais com passageiros, caracterizando a operação como clandestina.
De acordo com a concessionária da rodovia, 56 pessoas estavam no veículo, incluindo o motorista e dois ajudantes. Equipes de emergência e do Corpo de Bombeiros prestaram atendimento a 49 vítimas no local. Oito pessoas foram encontradas mortas ainda durante os primeiros socorros, entre elas uma criança. Depois, o total de óbitos subiu para dez.
Além das mortes, passageiros ficaram feridos. Conforme os Bombeiros, duas vítimas estavam em estado grave e outras 12 tinham ferimentos moderados. Parte dos feridos foi encaminhada para unidades de referência, entre elas o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e o Hospital Santa Teresa, em Petrópolis.
Relatos de sobreviventes e testemunhas apontam suspeita de excesso de velocidade. Uma passageira afirmou que o ônibus saiu de pontos em Belo Horizonte, incluindo a Praça da Cemig, a Avenida Afonso Pena e o Shopping Estação. Ela disse que passageiros perceberam problemas, como cintos de segurança sem funcionamento, e que o motorista teria mantido velocidade elevada durante o trajeto.
Ainda segundo o relato, durante uma parada em Juiz de Fora, passageiros pediram que o condutor reduzisse a velocidade. A mulher contou que, na descida da serra, as pessoas começaram a gritar, o ônibus balançou, capotou e atingiu uma árvore. Ela e o noivo conseguiram sair por uma saída de emergência e receberam atendimento médico. O noivo teve uma costela quebrada e fraturou uma das pernas.
Um caminhoneiro identificado como Luis Silva também relatou que o coletivo passou por seu caminhão em alta velocidade pouco antes do acidente.
A identificação das vítimas segue conforme os procedimentos oficiais avançam e as famílias são comunicadas. A investigação deverá esclarecer a dinâmica do tombamento, as condições de circulação do veículo e como a viagem clandestina foi organizada.
Acompanhe O Povo Lagos para mais notícias em tempo real.



